Mulheres nas Olimpíadas: inspiração para treinar como uma atleta
Hoje, quando olhamos nomes como Rayssa Leal, Rebeca Andrade, Marta, Thaísa e muitas outras atletas brasileiras e internacionais, que escreveram seus nomes na história dos esportes, não pensamos no que representa a presença das mulheres nas Olimpíadas.
Para você ter uma ideia, Leglover, os primeiros jogos olímpicos com a presença feminina aconteceram em 1900. Realizada na capital francesa, essa edição contou com 997 atletas homens para apenas 22 mulheres. Mais de 100 anos depois, na edição de 2024 que também aconteceu em Paris, a proporção chegou a 50%.
Mas, o que nós estamos querendo dizer apresentando essa informação para você?
Assim como acontece em diversos campos profissionais, as atletas olímpicas precisaram usar sua determinação e disciplina para conquistar mais do medalhas e recordes no evento. Cada uma dessas mulheres precisou conquistar seu espaço nas Olimpíadas e nós podemos aprender muito com elas.
Mulheres nas Olimpíadas: uma trajetória de suor e conquistas
Em matéria de esporte, se tem uma coisa que não foi fácil, Leglover, foi as mulheres conquistarem seu direito de competir nas Olimpíadas.
Foi preciso muita luta, pressão e suor aliados às performances in-crí-ve-is e profissionalismo das atletas para que saíssemos de 0 mulheres competindo nos Jogos Olímpicos de Atena de 1896 para 5.250 atletas que deram seu melhor para levar medalhas para os seus países.

Citando as estatísticas brasileiras, nossa delegação trouxe para casa 20 medalhas, entre ouro, prata e bronze. Dessas, 12 foram conquistadas por mulheres e uma teve a participação das judocas Beatriz Souza, Rafaela Silva, Larissa Pimenta e Ketleyn Quadros.
E não é só isso.
Os Jogos Olímpicos de Paris de 2024 marcaram a primeira edição da competição em que haviam mais mulheres competindo pelo Brasil do que homens. Foram 153 atletas do gênero feminino para 124 do masculino.
E isso, Leglover, representa muita coisa, já que a profissionalização do esporte feminino trouxe mudanças profundas através do acesso a profissionais de saúde esportiva, centros de treinamento de alta performance, reconhecimento público, patrocínio e, em alguns países, equiparação salarial com homens.

O que diferencia o treino de uma atleta olímpica
Muita gente acha que para ser uma atleta de nível olímpico é preciso ter talento. A verdade é que o talento, bem como a motivação, representam muito pouco nessa equação.
Uma atleta olímpica é formada na base da disciplina para treinar todos os dias apesar do calor escaldante, frio de congelar os ossos, sol capaz de fritar ovo no asfalto ou chuva torrencial, para lidar com a frustração de abrir mão de momentos de lazer e engolir a dor para vestir o lookinho e treinar (às vezes na força do ódio).
Além disso, essas esportistas não treinam “a la louca”, não. Bem longe disso, Leglover.
Os treinos têm métodos e são planejados de maneira que os músculos recebam estímulos controlados com foco em evolução e adaptação gradual porque tanto os treinadores quanto as esportistas sabem que atletas de elite não são construídos da noite para o dia, elas são moldados ao longo de anos.
E, ele, o tempo de recuperação — o elemento mais subestimado por cada crossfiteira, corredora e atleta amadora em geral —, respeitado.
Essas atletas fazem caminhadas, yoga e alongamentos, sessões de mobilidade, massagem e crioterapia, cuidam da alimentação e dormem cerca de 8h porque o corpo não se recupera durante o treino. Ele precisa desse tempo com atividades mais leves e de descanso para se recuperar.
Ignorar isso é autossabotagem disfarçada de dedicação.

O que mulheres comuns podem aprender com as atletas olímpicas
Leglover, vamos ser bem sinceras: a gente sabe que existe um abismo que separa atletas de elite de atletas e atletas como a gente que às vezes dão seu melhor, às vezes treinam fofo e às vezes nem treinam nossa redatora é franga assumida.
Mas o caso é que, mesmo com esse abismo nos separando, podemos aprender muito com essa mulheres, aplicando esse conhecimento a nossas vidas profissionais, pessoais e principalmente às nossas práticas esportivas.
Constância é fundamental
Três treinos bem estruturados durante a semana trazem mais resultados do que alternar semanas de sedentarismo e esforço máximo. Falando nisso, você já parou para pensar por que não consegue manter a constância nos treinos?
O problema pode ser a modalidade esportiva que não funciona para você. Não adianta você se matricular no plano livre da academia se não gosta de musculação, Leglover. Treino (w)ódio só funciona se você gosta do esporte que está praticando.
Dê o seu máximo mesmo que seja o seu mínimo
Você não precisa dar o seu melhor em todo treino.
Tem dias que você só precisa vestir o lookinho fitness para ir trabalhar, se arrastar pro treino por pura teimosia (e porque já está com a roupa de ir) e cumprir tabela porque treinar bem significa executar movimentos com técnica correta e respeitar sinais do corpo para progredir de forma inteligente.
Treinar no limite o tempo todo só causa lesões e burnout, vide o caso da ginasta Simone Biles nos jogos de 2020.
O foco precisa ser a performance
A gente sabe que cuidar da saúde para passar a aposentadoria batendo perna pelo mundo com saúde é motivo de treino secundário. A gente treina para conquistar o corpo dos sonhos.
Só que treinar por questões estéticas pode ser contraproducente porque não vai ser com um, dois ou três meses de treino que seu corpo vai apresentar mudanças drásticas. E isso, Leglovers, pode ser frustrante.
Porém, nesse período a sua performance vai melhorar, você vai conseguir correr mais longe, erguer mais peso, fazer o toes to bar, dominar aquela posição impossível do yoga.

Treinar como atleta no Brasil: adaptação à realidade
Treinar no Brasil não é para amadores. É calor intenso, frio de congelar ossos, frizz causado pela umidade que cerinha nenhuma segura e, dependendo da região, tudo isso acontece no mesmo dia.
Só que… nós somos brasileiras, né Loglovers?! De nascimento ou coração, não desistimos nunca e ainda estamos acostumadas com tudo isso e muito mais.
Mas, sempre dá pra acrescentar uma pitada de estratégia para facilitar a vida:
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Escolha os horários de treino: esse ponto vai muito de preferência, tem gente que prefere aproveitar o gás do primeiro café do dia e ir treinar logo cedo, tem gente que prefere aproveitar a pausa pro almoço e tem quem prefira ir de noite porque é uma forma de se livrar do estresse da rotina. Teste e descubra o que você mais goste.
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Se organize: deixe a roupa separada na noite anterior, separe o pré-treino e coloque seu horário de treino como compromisso inegociável.
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Treine com foco: 30 ou 40 minutos de treinos bem estruturados são infinitamente superiores a uma hora de exercício sem foco.
Para tudo isso funcionar, adapte o treino para a sua realidade, encaixando no tempo que você tem disponível para que você consiga encontrar o equilíbrio entre a correria do dia e a constância de treinos.
Roupas como parte da performance
Pode parecer vaidade, mas nós sabemos que a roupa fitness certa ajuda na performance. Você não só se sente mais confiante, como conta com peças confortáveis, desenvolvidas para ajudar no seu desempenho.
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Mobilidade: poliéster ou a combinação de poliamida com elastano, recortes anatômicos e costuras que não incomodam são detalhes técnicos que fazem a diferença.
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Respirabilidade: opte por tecidos com boa respirabilidade, como o poliéster ou a poliamida com elastano, que não retém a umidade e ajudam na evaporação do suor.
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Sustentação: escolha tops com boa sustentação, que protejam seus músculos de movimentos excessivos, prevenindo danos e lesões a longo prazo.
O look adequado evita que você perca o foco ao parar durante uma repetição ou quilômetro. Ele ajuda você a melhorar a sua performance, conquistando melhores resultados e crescendo como atleta a cada novo treino.
Inspiração real: não é sobre medalha
A inspiração mais profunda que mulheres nas Olimpíadas oferecem não está nos três minutos do pódio.
Está no compromisso que elas têm com o esporte, treinando com constância e determinação em busca da evolução diária que irá garantir a vaga e, quem sabe, a medalha olímpica.
FAQ
Qual foi a importância das mulheres nas Olimpíadas ao longo da história?
A presença feminina transformou o esporte, ampliando modalidades, profissionalizando estruturas e mostrando que performance não depende de gênero, mas de preparo, disciplina e oportunidade.
O que diferencia o treino de uma atleta olímpica?
Planejamento, consistência, progressão de carga e recuperação fazem parte do processo tanto quanto o treino em si.
Como aplicar a mentalidade olímpica no treino do dia a dia?
Mantendo regularidade, priorizando técnica, respeitando limites e escolhendo treinos e roupas que favoreçam o conforto e a execução.
Roupas influenciam a performance no treino?
Sim. Roupas adequadas reduzem distrações, aumentam a segurança e permitem foco total no movimento.
É possível treinar como atleta sem ser profissional?
Sim. Treinar como atleta é uma questão de mentalidade e estrutura, não de profissão.